Ano 1- Nº 13 - Dezembro - Campinas, Quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Do leitor


Problemas modernos

Parabéns pela crônica (Problemas Modernos, Pensata, 12ª edição). É sempre bom ter uma bela leitura para nos transportar para bem longe da selva de pedra; depois desta, vou mudar para Passárgada. Francisco Queiroz Campinas

Batom no copo de cachaça – Em nome da Confraria da Marvada, venho agradecer a vocês a oportunidade oferecida na reportagem Batom no copo de cachaça, (edição nº 12). Entretanto, saliento que o texto não corresponde ao que foi dito por mim em entrevista à repórter, com dados e informações estranhos, apresentando, inclusive, um sentido pejorativo. Por exemplo: a designação “cachaceiro” não é o termo correto para se atribuir aos membros efetivos, confrades, de associação civil sem fins lucrativos que é a Confraria da Marvada. “Cachaceiro”, inclusive, foi abolido pelo Ministério da Agricultura por ter uma conotação muito pejorativa.

Os degustadores e avaliadores profissionais de cachaça hoje são chamados de “cachaceur”. Estes muitas vezes mal bebem, só quando é estritamente necessário numa degustação profissional. Nós da Confraria, mulheres ou não, não somos “cachaceiras profissionais”. E lutamos pela desestigmatização da imagem da cachaça de qualidade, inclusive com diversos projetos sociais, sendo uma entidade reconhecidamente do Terceiro Setor, pois representamos o mercado da cachaça de qualidade como uma ong (organização não governamental). Todos os membros efetivos têm uma imagem a zelar na sociedade. Esta designação de “cachaceiro profissional” é pejorativa, apesar de não parecer, e macula a imagem dessas pessoas, principalmente daquelas que tiveram suas fotos divulgadas na revista. Nunca foi dito por mim que “mulheres têm mais vantagens do que homens na hora da degustação” (pg. 23). Assim como nunca foi usado por mim o termo “madeira de curtição” simplesmente por não existir isso. É madeira de envelhecimento, o que é sabido até por alguém não técnico ou especialista em cachaça. A Confraria, representada por mim, nunca foi uma entidade que deu preferência a mulheres mais do que a homens, muito menos deu a conotação de fazer diferença entre sexos. São privilegiados homens e mulheres, de forma igualitária, sem qualquer duplo sentido ou desigualdade. Outro ponto: deixei bem claro à sua repórter que quase nunca bebo e quando o faço é no máximo duas doses. Isso é bem diferente do que foi divulgado (pág. 24). Luciana Lima Domingues de Souza Presidente da Confraria da Marvada Campinas

Nota da redação: M+ lamenta que as integrantes da confraria tenham se sentido ofendidas com a reportagem. Em momento algum M+ teve a intenção de tratar a questão de maneira preconceituosa ou com termos pejorativos. A afirmação de que as mulheres levam vantagem sobre os homens na degustação jamais foi atribuída à sra. Luciana, cujas declarações estão entre aspas. O termo “madeira de curtição” foi, efetivamente, usado indevidamente. Importante destacar, mais uma vez, que a reportagem buscou mostrar que as mulheres também são apreciadoras de cachaça e enfatizou que não existem abusos no consumo pelos cachaceurs.

Riscos do álcool - Apreciei o estilo gráfico e as matérias de M+. Nossa sociedade necessita de veículos como a M+, que convoca as pessoas a se conscientizarem da necessidade de tomarmos algumas regras para sobreviver. Aproveito para sugerir matéria sobre o vício do álcool, droga incentivada pelos veículos de comunicação, que incitam os jovens a se iniciarem nessa via tão perigosa. Orival Marchini Vinhedo



Publicado em 26 de novembro de 2004







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