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Potências desprezíveis?
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 Michel Yacoub: “Não dá
para dizer se o celular faz
mal ou não” CHRISTIANO MAZZOLA |
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O professor titular da área de comunicação sem fio da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Michel Daoud Yacoub, dá sua opinião considerando “o nível de conhecimento que temos hoje sobre antenas e telefones celulares”. Ele lembra que a pessoa normalmente fica bem longe das antenas de celulares, enquanto a potência de radiação dela cai muito rapidamente com a distância. “São montadas em alturas de 20, 30 metros, dependendo da localização. A potência que chega no usuário é muito pequena, então são níveis desprezíveis. E a Anatel obriga o controle das radiações”, explica. No caso do celular, segundo ele, o risco é diferente. “O fato de encostar na cabeça, aí sim é preciso fazer estudos. As pesquisas são controversas, então não dá pra dizer que faz mal ou não”. Michel Yacoub argumenta com o nível de conhecimento que temos hoje, destacando que os próprios cientistas divergem a respeito dessas opiniões. Para ele, a tendência é a ampliação da quantidade de antenas de celular. “Quanto mais antena tiver, menor é a potência que ela vai irradiar, então é até bom. Teremos várias antenas com potência muito pequena. A tecnologia digital, por sua vez, permite que as potências dos próprios celulares sejam cada vez menores.
Publicado em 26 de novembro de 2004
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