Estamos comemorando um ano ao seu lado. Já produzimos, com foco no desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), cerca de 650 mil exemplares em 16 edições agora completadas. Foram 782 páginas. Praticamos um jornalismo democrático, independente, com olhos na dignificação do ser humano em uma sociedade globalizada, interdependente, mas com diferenças abissais de condições de educação, riqueza, saúde, habitação, trabalho e transporte, entre outras. Agradecemos a todos que nos apoiaram, com destaque para os anunciantes. Precisamos deles, sem trocadilho, muito mais. Anunciantes como a Red Angus Beef, que nos acompanha desde a primeira edição. São eles que, com o retorno que certamente M+ oferece, sustentam nossa revista de distribuição gratuita.
O incentivo dos nossos leitores é essencial para que sigamos o caminho de ser uma alternativa de veículo impresso na região. No bom sentido, modéstia à parte, temos mania de trabalhar por uma publicação com conteúdo de qualidade. Não se trata de problema de saúde, como o TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo, tema de capa desta edição.
A principal entrevista desta edição é sobre a implementação de Infovias Municipais, ferramentas tecnologicamente modernas que, mais baratas que as convencionais, podem ajudar a sociedade brasileira na educação, saúde e a administração pública, como mostra o professor Leonardo Mendes, da Unicamp. O assunto é muito importante, mas pouco divulgado e debatido, pois tem a resistência das empresas de telecomunicações convencionais. As infovias e o uso da Internet estão em rápida expansão nos Estados Unidos. A mesma Internet que educa produz lendas disseminadas em poucas horas via correio eletrônico. Tem de tudo, revela outra reportagem.
M+ dá tratamento diferenciado, também, para o infeliz quadro de violência da região, que coloca na liderança de ocorrências de homicídios em Sumaré, Hortolândia e Campinas. É um quadro preocupante, que pede a mobilização de toda a sociedade. Como nota a socióloga Doraci Alves Lopes, o problema vai além de armas, policiamento, repressão, viaturas e câmaras de vigilância.
O aborto é um tema polêmico desta edição. O pesquisador chileno Aníbal Faúndes, do Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas, escreveu um livro que busca consenso sobre o assunto. O cônego Pedro Carlos Cipolini, doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, também trata do aborto em artigo.
Para quem gosta de futebol, mostramos a tese do historiador José Moraes dos Santos Neto, segundo o qual foram padres jesuítas do então Colégio São Luís, de Itu, os introdutores do futebol no País. Eles trouxeram da Inglaterra as primeiras bolas, muito antes de Charles Müller, que não deixa de ter sua importância histórica. Foi ele quem popularizou o esporte aqui.
Boa leitura!