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Homens e mulheres estão se afastando
Ao ler a entrevista com a psiquiatra Ida Ortolani (página 7, 17ª edição), percebi que estava trabalhando num processo contrário a essa avalanche de distanciamento entre os sexos. Sou antropóloga e mestre em Dança pela Unicamp e há dez anos desenvolvo uma pesquisa de reintegração da mulher com a própria feminilidade. Este trabalho é aplicado em diversas mulheres, entre 17 a 64 anos, de diferentes classes sociais, e é desenvolvido através da dança, pela qual, aos poucos, o corpo feminino vai sendo descoberto e novos paradigmas sobre sexualidade e feminilidade vão surgindo. Ser feminina é diferente de feminismo, ser poderosa não quer dizer ter a masculinidade aflorada. Neste mês o espaço onde leciono (a Toca da Musa) recebeu a percussionista e coreógrafa italiana Alessandra Belloni, num workshop sobre o poder da feminilidade através do ritmo manifesto em antigos rituais mediterrâneos. Foi um sucesso, estou obtendo ótimos resultados com o trabalho e acredito que possa existir um caminho para a mulher se reencontrar com o poder feminino. Pode parecer um trabalho pequeno, mas, como diz um antigo ditado africano: enquanto todos ouvem uma árvore cair a floresta cresce em silêncio. Isis Zahara Campinas
Correção
Histórias e prodígios do Dry Martini – A receita do Dry Martini (página 36, 17ª edição) é de Rodrigo Fontes do Gold Street Bar, no Shopping Parque D. Pedro.
Publicado em 10 de maio de 2005
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