O homem que dá nome à rua que foi conhecida como Rua do Meio foi, além de advogado, poeta e republicano, um ilustre jornalista.
Francisco Quirino dos Santos nasceu em 14 de julho de 1841, em Campinas.
Foi redator do Correio Paulistano, de 1864 a 1865 e promotor público em Santos, durante dois anos, sua maior conquista foi a fundação da Gazeta de Campinas, em 1869.
Morreu em 6 de março de 1886, em São Paulo, onde exercia o mandato de deputado provincial. A origem de seu primeiro nome, rua do Meio, era por se encontrar entre as ruas de Cima, atual Barão de Jaguara e de Baixo, atualmente conhecida como Luzitana (grafada erroneamente com Z).
Perdeu o nome popular em 1848, quando recebeu o título de rua do Comércio, por constar ali estabelecimentos como, bancos, hotéis, confeitarias, lojas de fazendas finas e grossas, móveis, louças, relojoarias, calçados, alfaiatarias, bilhares, entre outros, até que, anos depois, o comércio foi transferido para as proximidades da estação ferroviária.
A rua serviu de moradia para barões, capitalistas e poderosos da época, recebeu Rui Barbosa e Clóvis Beviláqua e, ainda, hospedou o imperador D. Pedro II, que visitava a cidade, em 1846.
O nome de rua do Comércio durou até 20 de maio de 1886, quando foi substituído pelo título que permanece até hoje.