|
Entenda o caso
Invasão sob suspeita
Há pouco mais de um ano o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, apoiado especialmente em Tony Blair, primeiroministro da Inglaterra, invadiu o Iraque a pretexto de que o ditador Saddam Hussein – apoiado anos antes pelo governo norte-americano – produzia armas de destruição em massa. Hoje se questiona se as armas de fato existiam. Inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) nada acharam, o que levanta a suspeita de que o interesse norte-americano e britânico era pelo petróleo iraquiano. É verdade que a maior parte da população iraquiana queria se livrar do ditador. Mas, por outro lado, não aceita a violação de sua soberania pela coalização liderada pelos Estados Unidos. Bush tentou, também, atrelar o Iraque aos atos de terrorismo cometidos em 11 de setembro de 2001. Continua sofrendo questionamentos por isso. Perdeu popularidade, tem sua credibilidade em dúvida, coloca em risco sua carreira política. A invasão do Iraque ampliou o terrorismo que assusta o mundo e, recentemente, feriu e matou na Espanha – que se aliou aos Estados Unidos.
Publicado em 19 de abril de 2004
|
|