Uma das maiores estrelas de toda a Chapada é o Poço Encantado, em Itaitê, com águas profundamente azuis, que chegam a 64m de profundidade. De abril a setembro, o lugar fica ainda mais bonito. Um raio de luz penetra na gruta através de uma pequena fenda, das 9h30 às 14h30, e concede uma iluminação especial ao lugar. Ali é absolutamente proibido mergulhar para a preservação da delicada fauna aquática. Há algumas décadas, foi descoberta no lago uma espécie raríssima, o bagre cego.
Também não deixe de conhecer o Poço do Diabo. Águas cor de chá que caem abundantes da cachoeira convidam ao mergulho ou para uma divertida descida pela tirolesa.
Os místicos dizem que paira sobre a Chapada Diamantina uma certa energia. Na pequena Xique- Xique de Igatu, a 114 quilômetros de Lençóis, tem-se certeza disso. Trata-se de um vilarejo muito simples, no alto de um morro, com casinhas seculares distribuídas por apenas três ruas de paralelepípedos, um boteco e um armazém. Os apenas 400 habitantes, para os turistas, parecem menos de 40. Num passeio pelas ruelas de Igatu, também conhecida como “cidade fantasma”, difícil é ver alguém.
Igatu já teve, pelo menos, 20 vezes mais habitantes, na época em que era o centro do garimpo de diamantes de toda a Chapada. Viveu o auge entre 1850 e 1930. As ruínas daquele tempo ainda podem ser observadas. Muitas das casas dos antigos exploradores ainda estão de pé – construídas totalmente em pedra, sobre ou sob rochas. A maioria, abandonada. Sobraram apenas os tais xique-xiques, cactos endêmicos da região e que emprestaram o nome à cidade. (CC)