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Destaques de jornais brasileiros, quinta-feira, 27 de julho de 2006 JORNAL DO BRASIL - Governo tenta transferir culpa para os tucanos (pág. 1) - Ataque à ONU abala conferência. (pág. 1 e A-23) - Lei abranda multas de trânsito. (pág. 1 e A-6) FOLHA DE S. PAULO - ONU avisou Israel sobre ataques que mataram 4. As forças de paz da ONU no Líbano alertaram Israel dez vezes, em um período de seis horas, para que interrompesse seus bombardeios perto do posto das Nações Unidas em Khiyam, no sul do país, momentos antes de um ataque israelense matar quatro observadores do organismo no local. "O bombardeio do posto da ONU, estabelecido há muito tempo e claramente identificado, começou cedo, pela manhã, e prosseguiu até depois das sete da noite", disse Annan em entrevista coletiva em Roma. (pág. 1) - A Controladoria Geral da União divulgou ontem que a Planam ganhou licitações em 891 convênios de um total de 3.048 firmados pelos municípios com o Ministério da Saúde para a aquisição de ambulâncias, ou cerca de 29%, no período de 2000 a 2004. (pág. 1) - A Polícia Federal prendeu ontem cinco empresários e funcionários de empresas de prestação de serviços e um servidor sob a acusação de, em conjunto, fraudar pelo menos 12 licitações e contratos firmados por seis órgãos públicos -Senado, Abin (Agência Brasileira de Inteligência), DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) e ministérios da Justiça, Ciência e Tecnologia e Transportes. A investigação revelou indícios de que os empresários se reuniriam para combinar que empresas disputariam licitações nas áreas de serviços gerais e informática. Nos encontros, definiam previamente que valores ofereceriam, a fim de assegurar quem levaria os contratos com os órgãos públicos. (pág. 1) - Uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu novas faixas de punição para quem ultrapassa os limites nas vias. (pág. 1) - A Justiça distribuiu para a polícia paulista mais de 60 senhas pessoais que permitem o acesso a dados cadastrais de clientes das operadoras de telefonia. Com a chamada senha genérica, que tem validade média de quatro meses, delegados e oficiais da Polícia Militar não precisam mais informar previamente a juízes e promotores o que estão investigando e os nomes dos suspeitos para conseguir esses dados. (pág. 1) - Após meses de discussão, o governo anunciou ontem medidas cambiais mais tímidas do que as esperadas por exportadores. Elas autorizam que os exportadores deixem até 30% dos recursos obtidos com as vendas externas depositados no exterior. Os outros 70% deverão ser trazidos ao país em até 210 dias. Com a medida, o governo espera reduzir o volume de dólares em circulação, o que poderá valorizar a moeda. E o dólar mais forte aumenta a competitividade dos produtos brasileiros. A medida reduzirá ainda o custo dos exportadores, que poderão utilizar os recursos no exterior para pagamento de dívidas sem trazê-los para o país, como funciona atualmente. (pág. 1) O ESTADO DE S. PAULO - Israel tem o seu pior dia; fracassa tentativa de acordo. grupo xiita libanês Hezbollah impôs ontem a mais pesada baixa num só dia ao Exército de Israel desde o início do conflito, há duas semanas: nove soldados israelenses morreram e 27 ficaram feridos na luta pelo controle da cidade de Bint Jbail e do vilarejo de Maroun al-Ras, perto da fronteira. O Hezbollah tinha em Bint Jbail combatentes e material bélico em quantidade bem menor do que o Exército israelense, mas levou vantagem ao recorrer à sua rede de túneis e a táticas de guerrilha. O Hezbollah não divulgou suas baixas ; no balanço dos militares israelenses, pelo menos 130 militantes foram mortos nesses 14 dias, embora o grupo islâmico só tenha confirmado 27. A conferência internacional para o Líbano, realizada ontem em Roma com representantes da ONU e de 18 países, não chegou a acordo para um cessar-fogo imediato, o que já era esperado, dada a posição dos EUA, aliados de Israel. (pág. 1, A12 a A15) - "Tirem os brasileiros do inferno o mais rapidamente possível". Esse foi o pedido ouvido em Adana pelo chanceler Celso Amorim. Ontem, ele fez uma visita à cidade da Turquia que serve de base para os estrangeiros que fogem do Líbano. Amorim percorreu hotéis e foi até o aeroporto despedir-se das pessoas que conseguiram embarcar no vôo da FAB, relata o enviado Jamil Chade. (pág. 1 e A15) - Pacote cambial vai tirar do País US$ 20 bilhões. Previsão é do ministro Mantega mas dólar fechou em baixa após anúncio. (pág. 1) - Assim como a união também governos estaduais e prefeituras elevaram seus gastos no ano eleitoral. De janeiro a junho, o superávit primário dos Estados e municípios caiu para 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,49% no mesmo período de 2005. Com o aumento das despesas em todas as esferas de governo, o superávit primário de todo o setor público caiu em relação a 2005, mas foi de 5,77%, acima da meta de 4,25%, sustentado por uma arrecadação fortíssima e pelas empresas estatais. (pág. 1 e B6) - Seria imprudente não dar a devida importância aos riscos a que as finanças nacionais parecem expostas com a gastança do governo Lula para eleger o sucessor. (pág. 1 e A2) - A relação entre parlamentares, assessores e os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin, donos da Planan, revela um esquema de corrupção permeado por ameaças e pactos ao melhor estilo "toma-la dá cá". O deputado Eduardo Seabra (PTB-AP) chegou a implorar para que não o deixassem "sem oxigênio". Os grampos evidenciam que o dinheiro das sanguessugas tinha fins eleitorais. (pág. 1 e A4) - Em menos de três anos, uma agência emitiu 235 passagens aéreas para o presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes. No roteiro, vôos para o Rio, EUA e Europa. Para a região Norte, que tem índios, só 12 bilhetes. (pág. 1 e A9) - O presidente Lula sancionou lei que muda o valor e a pontuação para multas pro excesso de velocidade. A infração só será considerada gravíssima para quem ultrapassar em mais de 50% o limite - antes era 20%. (pág. 1 e C-1) - Desigualdade diminuiu, mas situação ainda é muito ruim. (pág. 1 e B-2) O GLOBO - Deputados e prefeitos se reuniram para fazer certos. Em depoimento à Justiça Federal, o empresário Luiz Antônio Vedoin preso pela PF por comandar a máfia dos Sanguessugas, revelou que parte dos deputados e senadores não apenas apresentava emendas que favoreciam a quadrilha como interferiria nas prefeituras para fraudar as licitações para compra de ambulâncias e equipamentos de saúde. Segundo Vedoin, os parlamentares cooptavam prefeitos em reuniões e manipulavam as concorrências para beneficiar a Planan, e outras empresas. No depoimento de 150 páginas, Vedoin relaciona os parlamentares que recebiam propina em dinheiro vivo muitas vezes em malas enviadas a seus gabinetes no Congresso e os que preferiam presentes caros. (pág. 1, 3 a 8) - Diante da subida dos adversários nas pesquisas, o presidente Lula decidiu que vai dedicar-se mais à campanha e cobrou do PT e dos aliados mais empenho na defesa do governo, mostrando-se descontente com apatia. O tucano Geraldo Alckmin resolveu reforçar sua campanha no Nordeste e deve ganhar hoje a adesão do ex-presidente Itamar Franco, em Belo Horizonte. (pág. 1, 11 e 12) - A candidata Heloísa Helena (PSOL) atribuiu a onda de corrupção a erros das gestões FH e Lula e disse que a "gangue que atuava no governo passado" articulou-se com a do atual. (pág. 1 e 12) - O governo anunciou ontem um pacote que pode resultar na contenção da valorização do real frente ao dólar. Entre as medidas estão a autorização para que 30% dos valores exportados fiquem no exterior e a permissão para que free shops aceitam o real. Mesmo assim a cotação do dólar continuou em queda. De acordo com o Banco Central, o Brasil pagou de juros em junho R$ 13,4 bilhões, valor recorde. (pág. 1, 27 a 29) - O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei que restringia o exercício do jornalismo e exigia o diploma para várias atividades na imprensa, como a de comentarista esportivo. Segundo o Palácio do Planalto, a decisão seria publicada no Diário Oficial de hoje. O veto do presidente ainda terá que ser apreciado pelo Congresso. (pág. 1 e 10) - Lula armou uma bomba-relógio para 2007. Se for reeleito terá de desatar os nós fiscais que ele próprio deu. (pág. 1 e 6) - Diminui valor de multa por excesso de velocidade. (pág. 1 e 14) - Enquanto, em Roma os diplomatas não conseguiam acordo para um cessar-fogo imediato, no Sul do Líbano os combates entre o Exército de Israel e guerrilheiros do Hezbollah se intensificaram. A luta por redutos do Hezbollah custou nove militares mortos a Israel com 30 feridos. Os israelenses dizem ter matado 30 guerrilheiros xiitas nos últimos dias. Na Faixa de Gaza ataques israelenses deixaram pelo menos 23 palestinos mortos. (pág. 1 e 33 a 35) GAZETA MERCANTIL - Petrobras vai construir refinaria gigante no País. O diretor da Área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou, ontem, que neste mês a estatal iniciou estudos para construir uma nova refinaria de petróleo, que será a maior do Brasil. Terá capacidade para produzir 500 mil barris ao dia de gasolina e diesel premium - com menos de 50 ppm de enxofre. Boa parte de sua produção será exportada para os mercados europeu e americano e deverá entrar em operação até 2014. Costa não revelou o valor do investimento, tampouco a localização da refinaria, limitando-se a informar que será instalada no litoral do País, para facilitar a colocação dos derivados no mercado internacional. O diretor da Petrobrás comunicou que a estatal abrirá mão de sócios para o novo projeto, por dispor dos recursos necessários para sua construção. Embora tenha evitado falar sobre valores para o empreendimento, admite que a unidade demandará um volume de recursos próximo de US$ 5 bilhões. A título de comparação, a refinaria prevista para ser construída em Pernambuco em parceria com a venezuelana PDVSA, e que produzirá até 200 mil barris ao dia de derivados, demandará investimentos de US$ 2,5 bilhões. A definição dos valores, segundo Costa, ocorrerá no prazo de um ano e meio, já que os estudos de viabilidade técnica e econômica demandarão este prazo para conclusão. O diretor esclareceu que só uma pequena parcela dos recursos necessários para a refinaria está incluída no Plano de Negócios do período 2007 - 2011. Como está previsto para 2014, o projeto será incluído, provavelmente, no próximo plano. (pág. 1 e C-2) - O pacote cambial anunciado ontem pelo governo foi considerado bem-vindo pelo setor produtivo, que há muito pleiteava uma reação da área econômica em relação ás condições de exportação. Mas com ressalvas. Empresários mostraram-se decepcionados com a dimensão das medidas, com a anuência do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, para quem o ideal seria deixar no exterior entre 50% e 60% dos recursos obtidos com exportações, ou seja, o dobro dos 30% anunciados ontem. Cálculos feitos pelo vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, indicam que a redução de custo para os exportadores será de no máximo 2%, dado o limite estabelecido ontem. "O ganho de R$ 0,04 por operação é muito pequeno em relação à defasagem cambial", considerou Castro, que espera pouco impacto das medidas no câmbio. Para o diretor do departamento de Comércio Exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Humberto Barbato, mesmo uma economia de apenas R$ 0,04 é bem-vinda para ajudar a recuperar a competitividade dos exportadores. No entanto, ele considerou o grupo de medidas "muito tímido". (pág 1 e A-6) - As sucessivas altas dos preços do álcool hidratado desde meados de maio - de 8,5% nas usinas e de 10% nas bombas - não devem ser interpretadas como sinal de crise no abastecimento na entressafra da cana-de-açúcar a partir de dezembro. As estimativas são de que neste ano a colheita da cana será 11% maior na região Centro-Sul. Está prevista ainda uma significativa redução da demanda doméstica de álcool. Além disso, segundo o diretor-técnico da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única),. Antônio de Pádua Rodrigues, a safra 2006/07 ainda nem chegou à metade. A produção das usinas está sendo dividida para atender também ao mercados de açúcar, cuja demanda está aquecida. "Não há desequilíbrio no mercado do setor", afirma Pádua. "O que está puxando os preços do álcool no mercado interno é a forte procura por etanol pelas distribuidoras de combustíveis americanas. " As exportações estão aceleradas. Entre maio e junho, as vendas externas de álcool somaram 680 milhões de litros, 54% mais que em igual período de 2005. Mesmo assim, garante Pádua, o álcool continua vantajoso para o consumidor. (pág. 1 e B-13) - O setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) registrou queda no superávit primário na comparação com igual período de 2005, fechando o semestre em 5.77% do PIB, ante os 6,53% do período imediatamente anterior. A despeito do resultado, o governo diz que a meta de 4,25 será cumprida. (pág. 1 e A-4) - Pela primeira vez o BNDES vai emprestar dinheiro para projetos que não sejam essencialmente nacionais. Serão concedidos financiamentos para a fabricação de veículos automotivos que contenham 20% de conteúdo do importado dos países do Mercosul. (pág. 1 e A-9) - Credores da Vasp aprovaram ontem o plano de recuperação da empresa. O próximo passo será definir o modelo operacional e atrair investidores. Já a Varig, com novo controlador, segue cancelando vôos um dia depois de anunciar os destinos que voltaria a operar. (pág. A-7 e C-5) - As seis principais industrias de suco de laranja do Pais terão de pagar R$ 100 milhões para encerrar processo por formação de cartel. Ontem, as empresas pediram ao Congresso Administrativo de Defesa Econômica (Cadê) e à Secretaria de direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça para firmar um /Termo de compromisso de Cessação (TCC) pelo qual se comprometem a não repetir as infrações sob investigação. O valor é o maior já estipulado na história da defesa da concorrência no Brasil. "Esse valor é inegociável", disse o titular da SDE, Daniel Goldberg. Pela primeira vez, os órgãos condicionaram o acordo ao pagamento de uma compensação financeira. (pág. 1 e A12) - O Grupo Santander Banespa informou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os detalhes dos planos de reestruturação e abertura de capital no Brasil. O Banco Santander Meridional, Bando Santander Brasil , Banco Santander e Banco do Estado de São Paulo (Banespa) vão se fundir num só, que passará a se chamar Banco Santander Banespa. O novo banco nasce com patrimônio liquido de R$ 12,6 bilhões, atrás do Bradesco, do Banco do Brasil e do Itaú. (pág. 1 e B-2) - A General Motors fechou o primeiro semestre com lucro no Brasil. É a primeira vez que isso ocorre no período desde 1997. O presidente da empresa, Ray Young, atribui o resultado à redução do prejuízo nas exportações e aumento de participação nas vendas internas. (pág. 1 e C-5) - O governo brasileiro trabalha com uma suspensão de curto prazo nas negociações da Rodada Doha da OMC para maior liberalização do comercio global, e diz que não vai partir para litígios. A vinda da representante do comércio dos Estados Unidos (USTR), Susan Schwab, ao Brasil neste final de semana sinaliza uma retomada. (pág. 1 e A-14) - Entre dez e 15 lançamentos de ações e cerca de R$ 12 bilhões em novas debêntures devem vir a mercado até o final do ano, prevê Luiz Resende, da Andib. No primeiro semestre as ofertas públicas registradas e as ainda em analise acumularam R$ 69 bilhões. (pág. 1 e B-2) CORREIO BRAZILIENSE - Fraude leva à prisão servidor e empresários. A Polícia Federal desmontou ontem esquema de corrupção que fraudava licitações públicas. O alvo eram contratos para terceirização de serviços de vigilância, conservação e informática. Na operação batizada de Mão-de-obra, foram presos três empresários do Distrito Federal - Victor João Cúgola, dono da Conservo; José Carvalho Araújo, da Ipanema; e Márcio Pontes Veloso, da Brasília Informática - e um servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Mais 11 pessoas incluindo outros cinco servidores públicos, ainda são investigados. Há indícios de que a quadrilha atuou em pelo menos três ministérios, na Abin e no Senado. Somente neste ano, a Conservo e a Ipanema receberam R$ 70 milhões em repasses do governo federal. (pág. 1, 2 e 3) - Lula sanciona a lei que cria gradação para punir quem excede a velocidade em vias e reduz punição financeira aos infratores. (pág. 1 e 13) - Pacote cambial vai ajudar exportadores. (pág. 1 e 14) - Cai taxa de juros do crédito consignado. (pág. 1 e 18) - A demolição de casas e muros erguidos em áreas de proteção ambiental já era lenta e, agora, vai parar de vez: por determinação da Justiça Federal, o Governo do Distrito Federal não pode mais derrubar nenhuma construção na região de Vicente Pires. O Ibama, que ameaça não dar autorização para construção de obras da Caesb, vai recorrer. (pág. 1 e 29) VALOR ECONÔMICO - Governo já tem acordo sobre índice para reforma agrária. Tema explosivo, motivo de polêmicas e desavenças nos bastidores do governo nos últimos dois anos, a revisão dos índices de produtividade utilizados para desapropriações de terras para a reforma agrária está pronta e aguarda apenas a aprovação do presidente Lula. Definidos por consenso pelos ex-ministros Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Roberto Rodrigues (Agricultura), em duras conversas mediadas pelo então assessor especial da Presidência, o ex-ministro José Graziano, os novos índices estão previstos em Portaria Interministerial aprovada pela Casa Civil em 22 de fevereiro, obtida pelo Valor. Mas não devem sair da gaveta até as eleições, pelas reclamações que deverão gerar em algumas regiões produtoras do país. Em linhas gerais, os índices serão ajustados para cima - em alguns casos aumentarão 100% - a partir de produtividades médias calculadas pelo IBGE entre 1999 e 2004. Ficarão mais próximos das médias reais verificadas na atividade rural. A revisão valerá para fazendas acima de 300 hectares no Sul e de 1,4 mil hectares no Centro-Oeste. Essas propriedades compõem apenas 2% do total de estabelecimentos rurais do país, mas representam 52% da área plantada nacional. Pelo texto da portaria, o índice de produtividade mínimo para a soja de Mato Grosso, o maior Estado produtor do país, passará de 1,2 mil para 2,5 mil quilos por hectare. Na safra 2003/04, a média estadual chegou a 2,758 mil quilos. Nos últimos cinco anos, foi de 2,767 mil. Ou seja, o novo índice ficará próximo da produtividade mato-grossense recente. No Rio Grande do Sul, o índice será superior ao da safra 2003/04, mas ficará abaixo da média histórica (1999 a 2004). Para a cana de São Paulo, o índice ficará em 75 toneladas por hectare, mais próximo da realidade recente (81) e praticamente igual à média dos últimos cinco anos. (pág. 1 e B12) - O eleitor quer do próximo presidente a melhoria na educação para reduzir a pobreza e diminuição de impostos para a geração de empregos. São estas as principais conclusões da segunda rodada da pesquisa realizada pelo instituto Ipespe para o Valor. Dos entrevistados, 48% se disseram a favor da pena de morte e 44%, contra. E Em relação à prisão perpétua, há uma maioria mais definida no eleitorado de ambos os candidatos: 80% apóiam e 15% rejeitam. Os pesquisados dividem-se em relação à necessidade de ações repressivas e sociais no combate à violência. Na pesquisa, Lula aparece com 41% nas intenções de voto, enquanto Alckmin tem 27%, e a candidata do PSOL, Heloísa Helena, 9%. A pesquisa mantém a perspectiva de vitória em primeiro turno de Lula, mas, em caso de a disputa ter dois turnos, o petista teria 46% e o tucano, 39. O principal motivo apontado pelos entrevistados para a rejeição ambos é a avaliação de seus governos.(pág. A-9) - O pacote de liberalização cambial divulgado ontem pelo governo foi considerado tímido por empresários e de pouco impacto sobre a taxa de câmbio. A principal das nove medidas foi a permissão para manter em dólares 30% das receitas com exportações, percentual inferior ao esperado, mas que pode ser alterado. Os recursos poderão ficar no exterior e ser utilizados pelas empresas para pagamento de importações, empréstimos e dividendos. Apesar da oposição da Receita, haverá isenção de CPMF sobre esses recursos. A medida pode alcançar US$ 20 bilhões dos US$ 130 bilhões que o país exporta por ano. A Receita deve perder R$ 200 milhões em arrecadação em um ano. O pacote também eliminou pendências de quase 50 anos, ao autorizar o registro de capital estrangeiro que, por falta de documentação ou omissões da legislação, não estava registrado, impedindo remessas de dividendos ou repatriações. Foi autorizado o uso do real nas compras em free shops. Essas medidas poderão, em tese, aumentar a demanda por dólares, mas não é o que o mercado prevê. Sinal disso foi o comportamento do dólar, ontem. A moeda subiu pela manhã, na expectativa do pacote cambial. Mas acabou caindo após o anúncio das medidas e só não ficou no piso do dia porque o Banco Central fez leilão de compra. (pág. C-1 a C-3) - Em atitude inédita, o Cade e a Secretaria de Direito Econômico propuseram às principais empresas de processamento de suco de laranja do país que paguem uma contribuição de R$ 100 milhões. Com isso, o Cade encerraria o processo em que são acusadas de formação de cartel. Além desse pagamento, as empresas teriam de ingressar em programa de prevenção a cartéis, inclusive com auditorias externas. "Nunca havíamos adotado este procedimento, mas trata-se de caso grave", diz a presidente do Cade, Elizabeth Farina. As empresas consideraram o valor "absurdamente" alto. (pág. 1) - Surgiu a primeira grande vítima do mercado de medicamentos genéricos. A Apotex, maior farmacêutica do Canadá, desistiu de atuar diretamente e procura um comprador para sua fábrica em Itatiba (SP). A espanhola Cinfa está em busca de um parceiro e a indiana Ranbaxy admite perda de mercado. Custos fixos baixos, políticas comerciais agressivas, entraves para importação e informalidade dão o tom da guerra entre os fabricantes de genéricos. O antibiótico amoxicilina, o genérico mais vendido, é produzido por 19 fabricantes. Mais de 75% dos genéricos existentes possuem competidores além do remédio de marca. Repetindo uma tendência mundial, os laboratórios nacionais já produzem oito em cada dez genéricos vendidos nas farmácias. Pela primeira vez, as vendas desses medicamentos devem ultrapassar neste ano o US$ 1 bilhão. (pág. 1) ESTADO DE MINAS - Saraiva Felipe envolve Serra. Um dia depois de ser notificado pela CPI dos Sanguessugas, o deputado federal Saraiva Felipe (PMDB-MG), ex-titular da Saúde do governo Lula, contra-atacou cobrando que as investigações sobre a máfia das ambulâncias se estendam também a outros ex-ocupantes do ministério, casos de José Serra (atual candidato ao governo de SP pelo PSDB), Barjas Negri (o sucessor, ainda na gestão FHC), e Humberto Costa (já na administração Lula e candidato a governador de PE pelo PT). Segundo Saraiva, o esquema foi detectado pela Controladoria Geral da União desde 2001 e ele foi informado da situação em janeiro deste ano, quando pediu agilidade nas investigações. Os resultados só teriam aparecido depois que deixou cargo. Saraiva voltou a negar envolvimento com a Planam, empresa que comandaria a máfia, e reiterou que a ex-assessora Maria da Penha Lino foi nomeada por indicação de seu partido. (pág. 1 e 3) - O presidente Lula e o governador Aécio Neves tiveram ontem, em Santos Dumont (Zona da Mata), encontro rápido e sem muita conversa. Em sua primeira visita a Minas como candidato à reeleição, Lula evitou transformar em palanque a comemoração do centenário do primeiro vôo do 14-Bis. E Aécio participou apenas da cerimônia e da vistoria das obras de construção da sede do Museu Fundação Casa de Cabangu. Na cidade, o tom de campanha foi dado pelo secretário geral da Presidência da República, Luiz Dulci, que comparou Lula a Santos Dumont e seu governo ao 14-Bis. (pág. 1 e 6) - A Polícia Federal desmontou outro esquema de fraudes de licitações milionárias em vários órgãos públicos. Seis pessoas foram presas, entre elas três empresários e um funcionário público da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A quadrilha agia nos ministérios da Justiça e da Ciência e Tecnologia, Abin, DNPM e Senado. (pág. 1 e 4) - Governo muda câmbio mas dólar volta a cair. (pág. 1) - Alckmin vem a BH por apoio de Itamar. (pág. 7) - Pane no sistema gera confusão com o IPVA. (pág. 26) JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Código muda e trânsito terá multas mais brandas. Lula sancionou, ontem, mudanças no Código de Trânsito que alteram limites de velocidade e definem três níveis para multas. Quem for flagrado dirigindo até 20% além do permitido terá cometido falta média e vai pagar R$ 85,13. (pág. 1 e 7) - Controladoria-Geral da União diz que dois terços das compras de ambulâncias faturadas para a Planan, que seria a "cabeça" no esquema das sanguessugas, ocorreram na Era FHC. (pág. 1 e 5) - Pacote cambial do governo libera pagamento em reais para compras em free shop de portos e aeroportos brasileiros. (pág. 1, 3 e 4) - Somente no primeiro semestre deste ano, as despesas com juros da dívida pública do Brasil somaram R$ 81,6 bilhões. (pág. 1 e 2) - Um único vôo saiu do Recife e, para piorar a irritação dos passageiros guichês da companhia estavam quase sem funcionários. (pág. 1 e 6) - Polícia vai encaminhar à Justiça denúncia contra assessor da Prefeitura de Olinda. Ele é acusado de criar empregos fantasma no órgão e receber parte do salário dos contratados. (pág. 1 e 4) Fontes: clipping.radiobras.gov.br/novo e M+
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